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ONU condena assassinato de Saif al-Islam Kadhafi e apela a investigação rápida

ONU condena assassinato de Saif al-Islam Kadhafi e apela a investigação rápida

A Organização das Nações Unidas (ONU), através da sua missão de apoio na Líbia (UNSMIL), condenou firmemente o assassinato de Saif al-Islam Kadhafi, filho do antigo líder líbio Muammar Kadhafi, ocorrido em 3 de Fevereiro na cidade de Zintan, e apelou às autoridades líbias para que conduzam uma investigação célere e transparente com vista a identificar e levar os responsáveis perante a justiça.

Num comunicado citado pela agência Europa Press, a missão da ONU expressou “profunda preocupação” com o homicídio, sublinhando que actos de violência desse tipo “socavam o Estado de direito, violam a santidade da vida humana e ameaçam a paz e a estabilidade na Líbia”.

Saif al-Islam, de 53 anos, foi morto por homens armados na sua residência em Zintan, num episódio que reacendeu tensões num país já profundamente fragmentado após mais de uma década de instabilidade política e conflito. Considerado em tempos como possível sucessor do pai, Kadhafi esteve envolvido na política líbia e tentou disputar as eleições presidenciais de 2021 antes de ser excluído e enfrentar processos por crimes de guerra.

Reações internacionais, incluindo da União Africana, apelaram também à contenção e ao respeito pelo processo político, alertando para o risco de o acto de violência agravar ainda mais a crise de segurança e política que a Líbia enfrenta.

Este posicionamento da ONU insere-se num contexto de esforços diplomáticos para encorajar um processo de transição pacífico e inclusivo no país norte-africano, que há anos luta para implementar eleições e reforçar instituições estatais num ambiente marcado por milícias e rivalidades regionais.

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